(Clicando nas imagens, poderás explorar diferentes aspetos da forma)
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Observando a natureza, o Homem utiliza e recria as formas adaptando-as à sua função.

Hoje em dia há, cada vez mais, a preocupação de relacionar a forma de um objeto à sua função. Olha à tua volta e vais reparar que quase todos os objetos que te rodeiam têm uma função. Um lápis, por exemplo, se tivesse a forma de um prato, não seria prático ou funcional. O mesmo aconteceria se uma raquete de ténis fosse feita em esponja.
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A fábula da Raposa e da Cegonha

Um dia a raposa foi visitar a cegonha e convidou-a para jantar.
Na noite seguinte, a cegonha chegou a casa da raposa.
- Que bem que cheira! – disse a cegonha ao ver a raposa a fazer o jantar.
- Vem, anda comer – disse a raposa, olhando o comprido bico da cegonha e rindo-se para si mesma.
A raposa, que tinha feito uma saborosa sopa, serviu-a em dois pratos rasos e começou a lamber a sua. Mas a cegonha não conseguiu comer: o bico era demasiado comprido e estreito e o prato demasiado plano. Era, porém, demasiado educada para se queixar e voltou para casa cheiinha de fome.
Claro que a raposa achou montes de piada à situação!
A cegonha pensou, voltou a pensar e achou que a raposa merecia uma lição. E convidou-a também para jantar. Fez uma apetitosa e bem cheirosa sopa, tal como a raposa tinha feito. Porém, desta vez serviu-a em jarros muito altos e estreitos, totalmente apropriados para enfiar o seu bico.
- Anda, vem comer amiga Raposa, a sopa está simplesmente deliciosa. - espicaçou a cegonha, fazendo o ar mais cândido deste mundo.
E foi a vez de a raposa não conseguir comer nada: os jarros eram demasiado altos e muito estreitos.
- Muito obrigado, amiga Cegonha, mas não tenho fome nenhuma. - respondeu a raposa com um ar muito pesaroso. E voltou para casa de mau humor, porque a cegonha lhe tinha retribuído a partida.

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Fábula de La Fontaine (texto adaptado)


   

Pisco de peito ruivo
Na natureza podemos observar a relação entre o aspeto formal das coisas e a sua finalidade. Os leões têm garras para prender, a girafa tem um pescoço alto para chegar facilmente às copas das árvores, os veados têm um ouvido apurado para se aperceberem de qualquer ameaça, as aves têm bicos para captura de pequenos insectos ou sementes de que se alimentam, etc.
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Foi através da observação das formas naturais que o Homem compreendeu a relação entre a forma e a função. Nelas se inspirou e recriou novas formas de acordo com as funções desejadas.
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Ave

 


Avião

 


Pé de pato

 


Barbatanas

 


Pinças de crustáceo

 


Alicate de corte

 


Braço humano

 


Braço de robot

 


Tartaruga

 


Capacete

 


Olho fechado

 


Estores

 


Escamas de peixe

 


Telhas

 


Vejamos mais algumas imagens de objetos criados com uma determinada finalidade:
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Candeeiro
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Redes de pesca


Pasteleira (bicicleta)

 

 


Porta (fechadura e tranca)

 


Sapatos

 

 


Carrinho de venda de milho

 


 

A forma de alguns objetos que utilizamos no dia-a-dia está directamente relacionada com as nossas medidas.

Imagina duas bicicletas, uma para criança e outra para adulto. Quando as observas identificas as suas proporções, ou seja, facilmente dizes: - "esta é pequena para mim!" ou - "aquela é para o meu tamanho!". Quando o fazes, estás a comparar as dimensões de cada bicicleta com as dimensões do teu corpo (antropometria).

"antropo" - homem
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"metria" - medida

 

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As formas, criadas pelo Homem com uma determinada função, também podem ser adaptadas a outras funções.

Quantas vezes não aproveitamos, por exemplo, uma caixa de sapatos para guardar materiais diversos ou utilizamos um copo para colocar canetas e lápis?

Vejam os seguintes exemplos: as telhas foram pintadas e transformadas em sinalização; uma roda de carroça foi transformada em candeeiro de tecto.


Óbidos
 


Roda de carroça
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Podemos concluir que, uma determinada forma pode ser adaptada a uma outra função.

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Repara ainda neste último exemplo:
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Temos quatro cadeiras. A função é a mesma mas cada cadeira tem uma forma e materiais diferentes.
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Assim, para uma mesma função, também podem existir variadas formas.

 

Algumas fotografias, usadas neste conteúdo, foram retiradas do photoblog: arcoirisreloaded.aminus3.com

BIBLIOGRAFIA:

- VIDAL, Beatriz e CAYATTE, Henrique, EVT Parte 1, Lisboa Editora, 2004

- VELOSO, Helena e ALMEIDA, Luís, Educação Visual e Tecnológica, Porto Editora, 2004

- PORFÍRIO, Manuel, Educação Visual e Tecnológica, Edições Asa, 2000

- SUPICO, António e CAVACO, António, Tecno, Plátano Editora, 2004

- CARVALHO, Dinis, GASPAR, Feliciano e MESQUITA, José, Espiral, Texto Editora, 2000

- FALEIRO, Armando e GOMES, Carlos, Gesto e Imagem , Porto Editora, 2004

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