DIARIAMENTE, QUANTAS VEZES NOS DEPARAMOS COM ESTA QUESTÃO?...
No actual clima de braço de ferro entre Ministério e docentes, as aulas de substituição, ou as eufemísticamente designadas “actividades de substituição” continuam a ser um verdadeiro fiasco, para não as rotularmos de ridículas. Mas, o que é certo é que somos obrigados a dar cumprimento ao descrito no Despacho nº 17387/2005 de 12 de Agosto onde se estabelecem as regras na organização do horário semanal do pessoal docente e se institui a obrigatoriedade de ocupação plena dos alunos do Ensino Básico em actividades educativas.
Farto da "balbúrdia" em que se converteram as aulas de substituição?
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1. FALAR POR GESTOS
Tenho dado aulas de substituição e não tenho tido problemas, mas de ano para ano, verdade seja dita, os alunos que chegam do 1º ciclo, apresentam cada vez mais dificuldade em aceitar as regras normais de comportamento. Há uns dias fui substituir uma prof. de Português, eu não conhecia a turma; veio-me uma ideia: falando baixinho propus-lhes a ideia de que só poderíamos comunicar através da linguagem gestual, incluindo-me a mim também. Os garotos, alunos de 5º ano, acharam piada. Consegui que eles se mantivessem entretidos e praticamente em silêncio durante ½ hora, pois através de gestos pedi a um aluno que fosse ao quadro fazer um exercício do manual de L.P. Achei graça, porque estiveram muito atentos para descobrirem o nº da página, (que foi transmitido através da contagem dos dedos das mãos) e na qual deviam abrir o livro. Depois pediram para fazer um desenho no caderno da disciplina para separar o 1º do 2º período. E passaram-se os 90 minutos. Como iam fazer letras, aproveitei para relembrar as respectivas regras, que possivelmente já tinham dado quando decoraram a capa de EVT.
Autor: Maria Arlete
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